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Preços salgados, estrutura aprovada: o que deu certo e errado no segundo jogo da NFL no Brasil.

DeVonta Smith (6), do Philadelphia Eagles, faz recepção para touchdown contra o Kansas City Chiefs no Super Bowl LIX — Foto: Patrick Smith/Getty Images

Ge – Por Wesley Felix — São Paulo, SP

Depois de uma primeira edição de elogios, críticas e aprendizados, a NFL realizou seu segundo jogo no Brasil e, dadas as devidas proporções, o duelo entre Chiefs e Chargers pode ser considerado um sucesso.

Os jogadores aprovaram a estrutura da Neo Química Arena e o gramado do estádio e elogiaram a festa da torcida. Mas alguns aspectos podem melhorar. Confira o que deu certo e errado na partida.

Nota 10: hino nacional

Assim como no ano passado, a execução do hino nacional foi um dos pontos de maior destaque nesta segunda partida da NFL em solo brasileiro.

Nota 9: gramado

Alvo de críticas de jogadores após os inúmeros escorregões na partida do ano passado, o gramado da Neo Química Arena passou por uma ampla reforma, que parece ter dado resultado. Os jogadores de Chiefs e Chargers aprovaram a condição do campo, uma vez que não houve muitos escorregões no jogo.

– Achei que foi bom. Os dois times estavam jogando no mesmo campo e não teve muita gente escorregando. Teve um ou outro lance, mas isso faz parte do futebol. Acho que fizeram um ótimo trabalho – destacou Patrick Mahomes, dos Chiefs.

Nota 3: acústica ruim

Um ponto que foi muito criticado no duelo entre Green Bay Packers e Philadelphia Eagles no último ano, mas que pareceu não ter gerado grandes mudanças, foi a acústica. O sistema de som é fundamental no futebol americano, com anúncio das descidas e faltas, mas diferentes pontos da Neo Química Arena não conseguiam escutar o que locutor e árbitro diziam.

Nota 10: torcida calorosa

Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos na Neo Química Arena antes do jogo da NFL — Foto: Buda Mendes/Getty Images

Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos na Neo Química Arena antes do jogo da NFL — Foto: Buda Mendes/Getty Images

A torcida brasileira voltou a comparecer em grande número e deu show no duelo entre Chiefs e Chargers. Apesar dos valores altos, os ingressos se esgotaram em apenas quatro horas de vendas. Ao todo, 47.627 pessoas assistiram ao grande jogo, que terminou com vitória de 27 a 21 para o time de Los Angeles.

Nota 6: show do intervalo

O show do intervalo teve a participação da cantora fenômeno colombiana Karol G. O palco foi montado em cerca de sete minutos, quase o mesmo tempo que durou a apresentação. Performática, ela cantou alguns de seus sucessos, incluindo “Si Antes Te Hubiera Conocido”.

Houve a sensação de que o púbico não se envolveu totalmente com o show – situação semelhante à registrada com Anitta no ano passado. Como normalmente ocorre em grandes shows em eventos esportivos, o espetáculo musical é pensado mais para a transmissão televisiva do que para os torcedores presentes, o que fez com que a cantora ficasse fora de vista em alguns setores do estádio.

Nota 8: o jogo

Chiefs e Chargers não fizeram um jogo tão eletrizante quanto Eagles e Packers no ano passado, mas ainda assim o duelo foi agradável de se assistir. Mahomes começou em um ritmo lento e viu Herbert abrir 10 a 0 para os Chargers. No segundo tempo, o cenário melhorou e o quarterback de Kansas City explorou muito as jogadas terrestres. Sua equipe reagiu e tornou o final do jogo emocionante, mas Los Angeles saiu vencedor em 27 a 21.

Nota 10: envelopagem

Estética da Neo Química Arena — Foto: Leandro Bernardes/PxImages/Icon Sportswire via Getty Images

Estética da Neo Química Arena — Foto: Leandro Bernardes/PxImages/Icon Sportswire via Getty Images

A envelopagem é o design visual do evento, e a organização acertou em cheio na estética da Neo Química Arena para a partida. Como o mando de campo foi dos Chargers, o estádio ficou padronizado de azul nas brechas das arquibancadas e nas paredes ao redor do campo.

Entretanto, os dois times tiveram seus logos desenhados no gramado: um de cada lado da endzone. Na região central do campo, a NFL deixou o seu símbolo destacado. Foi uma bela harmonização que deixou o jogo ainda mais bonito para ser assistido.

Nota 0: preços salgados

Os preços de bebidas, alimentos e de souvenirs estavam acima do normal para eventos esportivos e foram desaprovados. A bebida alcoólica, cuja venda é proibida em São Paulo, foi liberada para a NFL. Entretanto, quem quis tomar uma latinha de cerveja precisou desembolsar R$ 20. Um copo d’agua custava R$ 10, enquanto o refrigerante saía por R$ 15.

Preços de alimentos e bebidas na NFL Brasil:

  • Cerveja (lata) – R$ 20
  • Refrigerante (lata) – R$ 15
  • Água (copo) – R$ 10
  • Uísque com refri – R$ 30
  • Pipoca – R$ 50
  • Cheeseburguer – R$ 55
  • Choripan – R$ 50
  • Pedaço de pizza – R$ 45
  • Salgadinho – R$ 18
  • Barrinha de chocolate – R$ 18

Os souvenirs também não eram nada baratos. Uma jersey da NFL, por exemplo, custava R$ 1.200. O item mais em conta era um copo do jogo, no valor de R$ 35. Além disso, vale lembrar da questão do valor dos ingressos: o mais barato estava acima dos 700 reais.

Nota 9: show de luzes e fogos

Outra coisa que foi agradável de se ver foi o show de luzes e fogos de artifício antes e durante a partida. Os torcedores receberam pulseiras de LED que acenderam em momentos específicos, incluindo durante o show de Karol G.

Nota 9: mosaico

Mosaico "O País do Football" na NFL — Foto: Buda Mendes/Getty Images

Mosaico “O País do Football” na NFL — Foto: Buda Mendes/Getty Images

Antes da partida começar, os torcedores fizeram um mosaico com a expressão “O País do Football”. Foi criativo, mas não foi executado totalmente certo.