ALERGIA

Asma não tem cura, mas pode ser bem controlada.

Asma bronquial: 29 imagens, fotos e ilustrações stock livres de direitos |  Shutterstock

De acordo com a pesquisa Nacional de Saúde (Ministério da Saúde/IBGE), 6,4 milhões de brasileiros acima de 18 anos têm asma, que é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. “Tosse, falta de ar, chiado no peito e dor para respirar, que é aquela dor que o paciente puxa o ar e tem a sensação de que tem um peso em cima dele, que não o deixa respirar bem”, explica a alergista e imunologista Bárbara Britto. Para chamar atenção para a enfermidade, o Dia Mundial da Asma é comemorado na primeira terça-feira de maio, que neste ano será no dia 6. 

Em Goiânia, em razão da data, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – Regional Goiás em conjunto com a Sociedade Goiana de Pneumologia e Tisiologia realizam um dia de esclarecimentos para a população, com participação de ligas acadêmicas. O evento é aberto à comunidade em geral e com participação gratuita.

Bárbara Brito explica como é possível identificar a asma. “Nas crianças menores de 2 anos, quando apresentam o primeiro episódio de sibilância na vida, chamamos esse quadro de bronquiolite. Depois disso, se criança continua apresentando episódios de chiar o peito, principalmente quando fica gripada, da-se o nome de sibilante recorrente, comumente chamado de bebê chiador. Até os 4 anos, utilizamos alguns escores para pontuação de fator de risco para se tornar um asmático. Damos o diagnóstico de asma a partir de 4 aninhos, quando é possível fazer exames como a espirometria”.

No evento a médica ressalta que poderá ser feito um teste por aqueles que passarem pelo local. “É um exame que ainda não está amplamente disponível, se chama fração de óxido nítrico exalado e vamos fazer no dia da campanha. Ele mostra a inflamação, mede a possibilidade de estar acontecendo inflamação na via aérea inferior, ou seja, inflamação dentro do pulmão. Um exame que parece um videogame, então a pessoa, inclusive as crianças, que tiverem a destreza de soprar, podemos realizar o teste”.

Sem cura
Vale lembrar que por ser uma enfermidade crônica a asma não tem cura. “Mas tem como entrar em remissão. Pacientes que tratam a sua doença de forma adequada, em algum momento da vida, podem ficar tão bem controlados que se consiga retirar a medicação contínua. Existem alguns estudos que mostram que nós temos fenótipos e genótipos diferentes de asma. Então, alguns pacientes podem ter asma na infância e depois passar. Quando começa um pouco mais velho, depois dos 5, 6 anos, pode ter um período com quadro de asma e melhorar na adolescência. E tem pacientes que vão abrir quadro de asma somente por volta dos 30, 40 anos. O tratamento é feito através dos dispositivos inalatórios, as famosas bombinhas de uso contínuo”, detalha a especialista.

A alergista pontua que a asma pode tanto ser confundida com outras enfermidades como também conviver com elas. “A asma deve sempre ser diagnosticada num contexto de tosse crônica e precisa ter alguns outros diagnósticos diferenciais com outras doenças pulmonares como o enfisema pulmonar e doenças fúngicas do pulmão. Muitos pacientes que possuem, por exemplo, refluxo, podem ter um quadro de tosse crônica e precisam ter diagnóstico diferencial. Contudo, a asma pode estar em conjunto com outras doenças que a fazem ficar pior, como o refluxo, a obesidade e doença obstrutiva do sono”.

Publicado em 06/05/2025

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Patricia Amaral