
Os técnicos irão percorrer as regiões de Mineiros, Jataí e Rio Verde até 12 de fevereiro. Retornam ao estado após o Carnaval, no dia 20, avaliando lavouras nas regiões de Montes Claros de Goiás, Paraúna, Caldas Novas, Campo Alegre de Goiás e Cristalina, finalizando os trabalhos no dia 25, quando seguem destino a Brasília.
André Debastiani, coordenador geral do Rally, relembra que, em Goiás, o atraso foi histórico: o estado registrou o plantio mais tardio de sua série, com a normalização das chuvas somente no final de outubro e meados de novembro. Com isso, houve recuperação das áreas afetadas, trazendo boa expectativa de produtividade.
Desde o início do ano, os técnicos do Rally da Safra acompanham o desenvolvimento das lavouras nas regiões produtoras do país. No campo, realizam medições de população de plantas, peso de grãos, avaliações das condições fitossanitárias e análises dos impactos do clima e dos níveis de investimento adotados pelos produtores em cada região.
“Esse trabalho de campo, aliado à análise integrada de dados climáticos e econômicos realizada pela equipe da Agroconsult, permite ir muito além de um retrato pontual das lavouras. Ele oferece uma leitura completa do contexto da safra”, explica Debastiani. Segundo ele, essa abordagem é decisiva para a construção de prognósticos mais robustos e confiáveis sobre a produção brasileira. “A grande diferença do Rally está justamente na presença contínua das equipes técnicas no campo, garantindo informações mais tempestivas, detalhadas e consistentes do que aquelas captadas apenas por dados oficiais, do plantio até a colheita”, completa.
De acordo com a estimativa pré-Rally da Agroconsult, o Brasil caminha para uma produção histórica de soja na safra 2025/26, com previsão de 182,2 milhões de toneladas —crescimento de 5,9% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média nacional é estimada em 62,3 sacas por hectare, acima das 60,0 sacas registradas na última temporada.
A área plantada deve crescer em 1 milhão de hectares, alcançando 48,8 milhões de hectares. Embora o ritmo de expansão seja inferior à média dos últimos dez anos — quando o avanço anual girava em torno de 1,7 milhão de hectares —, a área cultivada segue em expansão mesmo diante de um cenário econômico desafiador.
Esse movimento é impulsionado por uma combinação de fatores: investimentos de grupos agrícolas com visão de longo prazo; valorização das terras, especialmente em regiões de conversão de pastagens para agricultura; e a atuação de produtores com maior solidez financeira, que continuam ampliando suas operações. “Apesar das expectativas iniciais de maior pressão do ambiente econômico sobre os investimentos no campo, o que se observa é a manutenção de bons níveis de adubação — ainda que sem crescimento — e a continuidade dos aportes em tecnologia”, destaca Debastiani.
Com exceção do Rio Grande do Sul, onde há redução no uso de tecnologia, os demais estados mantêm um padrão sólido de investimento, com foco em altas produtividades. “Esse conjunto reforça outro ponto positivo da safra: além da expansão de área, há preservação do pacote tecnológico, um fator essencial para sustentar o elevado potencial produtivo da agricultura brasileira”, conclui.
As equipes técnicas do Rally irão percorrer mais de 100 mil km por 14 estados (MT, MS, GO, DF, MG, SP, PR, SC, RS, MA, PI, TO, BA e PA). As áreas visitadas respondem por 97% da área de produção de soja e 72% da área de milho. Patrocinam a 23ª edição da expedição BASF, Credenz® e SoyTech® (marcas de sementes da BASF), xarvio® (plataforma digital oficial do Rally), OCP Brasil, Banco Santander, Agrivalle, John Deere, Mitsubishi e JDT Seguros.
Publicado em 09/02/2026







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